Associação Planalto Central

Associação Planalto Central

História da APlaC

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Pioneirismo

A história da obra adventista no território da APlaC começa pela transferência da capital federal, situada no Rio de Janeiro, para Brasília. Em 31 de janeiro 1956, Juscelino Kubitscheck foi empossado Presidente da República. No mesmo ano, como cumprimento de uma promessa de campanha, a construção da nova capital federal, batizada de Brasília, foi iniciada.
Em 1956, um colportor que morava no sul do país, na cidade de Paranavaí, no Paraná, sentiu um forte desejo de pregar o evangelho aos parentes que moravam no Sítio de Abadia, em Goiás. Então, Rosalvo Arcanjo Novais arrumou as malas e, após entrar em um acordo com a Missão Goiano-Mineira, mudou-se para a cidade de Formosa – GO. Como a cidade era pequena, em poucos dias, Rosalvo conseguiu concluir o seu trabalho.
Naquela época, a construção de Brasília estava começando. Em todo o Brasil se falava muito deste assunto. Rosalvo ainda não tinha um campo definido para trabalhar após finalizar sua obra em Formosa, então, foi colportar no Núcleo Bandeirante, região administrativa do Distrito Federal. Durante três semanas, ele achou que era o único adventista em Brasília, mas se surpreendeu num sábado pela manhã. Enquanto estava à beira de um riacho estudando a Bíblia, três homens bem vestidos se aproximaram e o parabenizaram pelo estudo. Eram Walter Leão, Albino Dias e Abner, três adventistas que já moravam na futura capital do país. Formou-se, portanto, o primeiro grupo de adventistas do sétimo dia no território do Distrito Federal.
A partir de então, a mensagem adventista consolidou-se gradativamente no território, veja:
  • 1957: 14 adventistas começaram a se reunir num barraco no Núcleo Bandeirante.
  • 1958: ocorreu o primeiro batismo em Brasília, oficiado pelo pastor Paulo Seidl.
  • 1959: primeiro acampamento da Igreja Adventista, na região administrativa do Gama.
  • 1960: a primeira família pastoral chega a Brasília.
  • 1962: lançada a pedra fundamental da primeira Igreja Adventista de Brasília.
  • 1963: inaugurada a primeira Igreja Adventista de Brasília, com 75 batismos.
  • 1964: ocorreu a organização administrativa da igreja.
Desde então, a Igreja Adventista do Sétimo Dia se expandiu no Distrito Federal, dando origem a outras congregações, como a Central de Brasília, Taguatinga Norte, Taguatinga Sul, Asa Norte, Ceilândia Sul, Areal e outras.
Entre os principais pioneiros da mensagem em Brasília, destacam-se alguns nomes, como Joaquim Novais, Rafael Novais, Maria Conceição Novais, Benice Novais, José Carlos Amorim, Tonico, Otacílio, Antenor Macena, Lázaro Leite, Valdemar Melo, Manoel Rocha, Felinto, Florípes Dias Brito, Alaor de Araújo, Lázaro de Araújo, Euclides Silva, Célia Borges, Miltinho, José Nicodemos e muitos outros.

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Sacrifício

Em meados dos anos 1990, a sede administrativa do campo estava localizada em Goiânia. Porém, as demandas da Igreja aumentavam cada vez mais em Brasília. Sendo assim, surgiu a necessidade de criar a Associação Planalto Central (APlaC), instalada em 1994, a partir das decisões da antiga Associação Brasil Central (ABC), e tinha por jurisdição o Distrito Federal, Tocantins, além dos municípios das microrregiões da Chapada dos Veadeiros.
Assim que foi criada, a APlaC teve seu escritório funcionando em uma casa adaptada, concedida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia Central Brasília, ao lado da sede da Divisão Sul-Americana, na Avenida L3,na Asa Sul. No dia 2 de maio de 1995, a sede provisória da APlaC foi inaugurada. O primeiro presidente da Associação foi o Pastor Manoel Xavier de Lima, que ficou no cargo de 18 de dezembro de 1994 a 3 de maio de 1999.

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Compromisso

A Associação Planalto Central (APlaC) é a sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia responsável pelo Distrito Federal e por alguns municípios do estado de Goiás. O escritório está no Setor Sudoeste de Brasília, DF.
Algumas cidades pertencentes ao estado de Goiás localizadas nas microrregiões da Chapada dos Veadeiros, Vão do Paranã e parte do entorno de Brasília fazem parte do território da APlaC, que compreende uma área de 82.919,900 km² e uma população de 2.991.195 habitantes, além de contar com 30.045 membros espalhados em 275 congregações (161 igrejas organizadas e 114 grupos) que compõem 50 distritos. A média é de um adventista para cada 100 habitantes.
Por meio de oito unidades escolares (cinco localizadas no Distrito Federal e três no estado de Goiás), 6.300 crianças e adolescentes são atendidos pela Educação Adventista nas seguintes escolas: Colégio Adventista do Gama (localizado no Gama, fundado em 1978, hoje com 1.542 alunos), Centro Educacional Adventista Milton Afonso (em Brasília, fundado em 1970, atualmente com 1.191 alunos), Centro Educacional Adventista de Planaltina (fundado em 1982, hoje com 1.247 alunos), Centro Educacional Adventista de Taguatinga (fundado em 1964, atualmente com 1.060 alunos), Escola Adventista do Guará (fundada em 1984, hoje com 335 alunos), Escola Adventista de Formosa (fundada em 1967, atualmente com 664 alunos), a Escola Adventista de Posse (fundada em 1988, hoje com 136 alunos) e a Escola Adventista de Valparaíso (fundada em 2019, atualmente com 117 alunos).
Na área de assistência social, duas instituições atendem à comunidade carente do DF e entorno. Na RA de Samambaia Sul – DF, existe o Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário (Cadec) e na cidade de Planaltina de Goiás – GO, está o Núcleo Adventista de Atendimento à Criança (Nadac).
Em 2011, em Brasília, começou a funcionar a TV Novo Tempo em canal analógico. Em 2016, a rede tornou-se digital. Atualmente, o sinal atinge a todo o Distrito Federal e entorno.
Em 2019, para atender a todas as demandas da região, contava-se com 893 colaboradores e 73 pastores ativos (61 ordenados e 12 licenciados – 57 distritais, 6 pastores de escola e 10 administradores, departamentais e secretários de campo).

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Perseverança

Em 8 de maio de 1997, foi lançada a pedra fundamental da construção da sede oficial da Associação Planalto Central. O prédio foi construído com cerca de 3.000 m². Atualmente, possui três pisos com o subsolo (garagem), com dependências suficientes para acolher os escritórios da Igreja. O custo da construção foi estimado em aproximadamente R$ 800 mil. A conclusão foi prevista para o fim de 1999. O engenheiro Coronel Oswaldo Castanho e o administrador pastor Josias de Souza Fragoso foram responsáveis pela obra de construção da associação.
Em 2001, a APlaC realizou um culto de gratidão pelas novas instalações de seu escritório administrativo no edifício em construção. Em 2009, começou a funcionar a Missão do Tocantins (MTo). Com isso, a geografia da APlaC diminuiu, pois o estado tocantinense passou a ser cuidado por essa nova sede. Entretanto, a APlaC continuou a ganhar espaço e a crescer no decorrer dos anos.
Os presidentes que já passaram pela APlaC são: Manoel Xavier de Lima (1994-1999), Pavel Oliveira Moura (1999-2002), Ronaldo de Oliveira (2002-2004), Jairo Emerick Torres (2004-2011), Charlles Antônio Britis (2011-2018) e Max Schuabb (2018-atual).

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Serviço

Entre os departamentos e ministérios em funcionamento na APlaC, há um que se destaca por ser o único, no Brasil, a funcionar de maneira organizada e institucionalizada em uma Associação ou Missão: o Ministério Carcerário, criado em 11 de dezembro de 2018, liderado pelo pastor Jeconias Neto. Esse departamento desempenha, de maneira pioneira, a função de trabalhar com presidiários e seus familiares.
A APlaC tem como objetivo o cumprimento da missão. Isso se mostra por meio dos inúmeros projetos que a instituição oferece às igrejas. No quesito comunhão, por exemplo, em 2013, iniciou-se o projeto Seminários de Enriquecimento Espiritual, que abrange um leque de projetos correlacionados que auxiliam no desenvolvimento espiritual de cada membro adventista, sejam adultos, jovens ou crianças.
Em 2015, desenvolveu-se a entrega anual de um livro missionário para a comunidade. A APlaC também conta com o Projeto Mel, que mobiliza inúmeras mulheres dispostas a serem missionárias. A Feira de Saúde também é um forte ponto, pois além de oferecer atendimentos gratuitos, ensina sobre os oito remédios naturais difundidos pela Igreja Adventista. A doação de sangue é outra ação missionária fomentada pela associação e reúne centenas de pessoas para doar sangue de forma voluntária em hospitais. O Evangelismo de Colheita impulsiona, a cada ano, a mobilização de pessoas para entregarem suas vidas a Cristo. Em 2018, foram registrados 519 batismos.
A APlaC tem se empenhado para que as novas gerações participem das atividades propostas pela Igreja. As atividades são divididas por faixa etária, como o Aventuri, que reuniu 1.400 crianças de seis a nove anos em 2017. Com relação aos Clubes de Desbravadores, são 153 ativos e mais de 4.821 participantes. O Adolecamp é outra atividade desempenhada pela APlaC, cuja finalidade é proporcionar um momento especial para adolescentes, permitindo que eles passem um fim de semana em um local afastado da cidade.
Somado a todos esses trabalhos, a APlaC preza pelo relacionamento interpessoal, ou seja, busca gerar Pequenos Grupos (PGs), que por sua vez, formam novos líderes. O histórico mostra que, entre 2018 e 2019, os PGs criados tiveram um crescimento significativo, totalizando 788 grupos.
No início de 2019 foi criado o projeto Juntos, que se tornou o principal lema da APlaC neste ano. O objetivo é incentivar cada vez mais jovens, adultos e crianças a participarem de treinamentos e de atividades que a Igreja realiza, para serem ferramentas no cumprimento da missão. O projeto visa criar espaço para que os membros mais experientes possam ensinar os mais novos.  Além do Juntos, também foi realizado o projeto Semeadores da Esperança, que fomenta a oração intercessora, ou seja, incentiva as pessoas a orarem por familiares ou por amigos próximos durante 21 madrugadas, propondo que os membros das Igrejas Adventistas se tornem verdadeiros missionários.
Mesmo diante de tantas propostas para envolver os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia na missão de pregar o evangelho, ainda existem desafios para que a mensagem chegue até todas as pessoas. Sobre este assunto, o presidente da APlaC, pastor Max Schuabb, que desde 2018 preside a instituição, afirma que muitas regiões já foram alcançadas por meio do trabalho da Associação, mas agora é necessário levar o evangelho aos bairros mais elitizados de Brasília, que são o Park Way, o Lago Norte, o Lago Sul e o Noroeste. “Esses são bairros onde a Igreja ainda não está presente. Para serem construídas igrejas nessas regiões, há algumas dificuldades, como encontrar terrenos a um preço que viabilize a aquisição e conseguir licenças para a construção”, explica.
Desde sua fundação até os dias atuais, a APlaC, através de projetos, ações e outras frentes, tem levado a mensagem de esperança para milhares de pessoas. E essa obra continuará a até que Cristo volte.