Associação Planalto Central

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Testemunho Desbravadores

Marcas da compaixão

Jovem sem esperança encontra novo significado de vida em Clube de Desbravadores

O Clube de Desbravadores está presente em mais de 160 países, com 90 mil sedes e mais de 1 milhão e meio de participantes. O programa existe oficialmente desde 1950, e pertence à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Só no Planalto Central, são 175 clubes e cerca de 5.640 membros. São meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, juvenis e adolescentes de diferentes classes sociais, cor e religião. Eles se reúnem geralmente uma vez por semana para aprender a desenvolver talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza.

Esse conjunto de características atraiu Fernanda Souza, de 26 anos, para o Clube de Desbravadores Nova Geração, do Riacho Fundo 1, Distrito Federal. O amor e o carinho com os quais a liderança trata seus participantes formaram uma marca no coração da jovem, que é portadora de problemas neuropsicológicos. 

Até hoje Fernanda se lembra de quando pisou pela primeira vez naquela igreja. Era sábado e os membros participavam de um culto. Após cumprimentar a recepcionista, Fernanda perguntou se havia um Clube de Desbravadores naquela igreja.

“Maranata”

Genira Roquini é instrutora do clube e conta que ainda se lembra do dia em que recebeu Fernanda. Ela narra que a garota chegou, se colocou em posição de sentido, ergueu a mão direita e disse: “Maranata, diretora!” – saudação usada pelos membros do clube. “Ela me perguntou, com os olhos cheios de lágrimas, se eu a aceitava do jeito que era. Apesar de suas limitações, a Fernanda é um grande exemplo de dedicação, amor a Deus e ao próximo. Meu esposo e eu a acompanhamos e aprendemos todos os dias com ela, que nos ensina a ser melhores”, lembra a instrutora.

Além das limitações devido aos problemas neuropsicológicos, Fernanda passou por momentos trágicos. Um deles foi um acidente que deixou sua mãe acamada por dois anos, resultando em morte. Anos depois, o pai adoeceu, entrou em estado terminal e também faleceu. Órfã, a jovem foi morar com uma tia. 

Nova perspectiva de vida

A perda de entes queridos somada à condição de sua saúde e os preconceitos que enfrenta frequentemente, tiraram de Fernanda qualquer esperança de uma vida feliz. “Entrei em depressão depois que perdi meu pai. Eu estava prestes a ter vícios, mas encontrei novos amigos: os desbravadores. Fui para o meu primeiro acampamento e gostei muito. A experiência foi muito boa. Eles me aceitaram do jeito que eu sou e esse é mais um motivo pelo qual eu amo o clube”, revela.

O senso de pertencimento oferecido pelo Clube de Desbravadores Nova Geração trouxe alegria e esperança para Fernanda, que passou a olhar a vida com novas perspectivas. As coisas voltaram a ter sentido. Ela estudou a Bíblia e no dia 26 de setembro de 2020 aceitou a Jesus como seu único Salvador e foi batizada em uma cerimônia realizada na igreja adventista do Riacho Fundo I.

Há três anos Fernanda mora com a tia Yolanda Pessoa, que afirma que o Clube de Desbravadores tem um papel fundamental no desenvolvimento da sobrinha. “Esse grande movimento que é o Clube de Desbravadores faz parte da vida dela. Eu acho que esse clube é onde ela se encontrou. Ela se sente bem com os membros, recebe atenção… enfim, é o porto seguro da Fernanda. O clube é tudo para ela”, conclui a tia. 

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